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Pedrógão, a polémica continua

Pedrógão,Cruz Vermelha, Misericórdias e Gulbenkian terão sido enganadas por autarca e ex-vereador.


Despacho da acusação refere que a Câmara de Pedrógão Grande dispunha de 300 mil euros de donativos no banco.

Mas mesmo assim o autarca decidiu pedir ajuda à Cruz Vermelha, à União das Misericórdias Portuguesas e à Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito da reconstrução de casas.

O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, e o ex-vereador Bruno Gomes são suspeitos de terem enganado a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, a Cruz Vermelha,a União das Misericórdias Portuguesas e a Fundação Calouste Gulbenkian, avança a TSF.
Segundo o despacho da acusação, citado pela TSF, estes dois responsáveis da autarquia de Pedrógão arquitetaram um plano no âmbito da reconstrução de habitações que arderam no incêndio de há dois anos que beneficiava também casas de férias e em ruínas.





Valdemar Alves e Bruno Gomes decidiram apresentar à “Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro um novo conjunto de edificações, entre as quais se englobava uma maioria de habitações não permanentes, devolutas ou em ruínas, alegando, contudo, que se tratavam de primeiras habitações”, pode ler-se no documento.
Ainda de acordo com o despacho da acusação, a autarquia dispunha de 300 mil euros de donativos no banco, mesmo assim Valdemar Alves decidiu pedir ajuda à Cruz Vermelha, à União das Misericórdias Portuguesas e à Fundação Calouste Gulbenkian para contribuir para a reconstrução de casas.
No passado dia 7 de junho, o presidente da autarquia de Pedrogão Grande foi constituído arguido devido à reconstrução das casas após os incêndios de junho de 2017.
O processo conta com 43 arguidos e procura esclarecer as alegadas “irregularidades relacionadas com a reconstrução e reabilitação dos imóveis afetados pelos incêndios de Pedrógão Grande”, segundo a Procuradoria-Geral da República.






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